Sem emoção, acalme o coração!

Este artigo vem um dia depois da tensão, todos os olhos do mundo direcionados a uma só nação, a um só continente, um só país, este lugar (tão observado pelo mundo) era exatamente o Brasil, país este que precisamos colocar os pés no chão para dizer a “história que à história não conta” que nós livros de historia não se diz por vergonha talvez (ou simplesmente) pela falta de verdade ou de bom caráter, o porque não se conta (jamais vamos saber ao certo) mas um coisa sabemos, não é fruto da ingenuidade. A primeira verdade que este país não foi consequência de uma “conquista” (pelo contrário) este país e reflexo de um projeto de roubo e extermínio dos verdadeiros “brasileiros” os povos originários (índios) foram os primeiros a enfrentar a força bélica, ganância, acima de tudo foram os primeiros neste cenário catastrófico de genocídio, atrelado a desumanidade dos corruptos a serem excluídos e posteriormente marginalizados. Essa é uma das verdadeiras histórias brasileira, como falei uma das...

Pois a história de horror não termina aí, pelo contrário ela estava apenas começando!

 Em 1525 teve a primeira chegada de “navio negreiro” no Brasil, deu inicio a continuidade de “desumanização” portuguesa, um processo que durou 400 anos, neste horizonte de “sequestro e escravidão de cidadãs e cidadãos africanos” faz novamente necessário lembrar que a “HISTORIA DO CONTINENTE AFRICANO, NÃO SE INICIA COM A ESCRAVIDÃO, MAS SIM A COLONIZAÇÃO E POR CONSEQUECIA A ESCRAVIDÃO INTERROPERRAM DE MANEIRA VIOLENTA O PROCESSO DE EVOLUÇÃO DA ÁFRICA” este processo violento se deu por muitos motivos todos atrelados ao que para mim e fundamental (quando falamos de trabalhadores, não podemos colocar neste contexto os europeus) isso seria basicamente uma ofensa intelectual, porque por vários motivos que a “escravidão” no Brasil foi inserido, esta a centralidade que o “enriquecimento fácil a custas de vidas humanas” essa ponderação que você não viu e não verá nos livros acadêmicos, nem a educação contemporânea vai admitir isso, se da por uma razão também muito simples, tudo nestas terras tropicais foi construído sobre conceitos, logicas e educação escravagista, onde na pratica e para se ter o sucesso que se tem, tiveram que “domesticar” os seres humanos (que naquele momento) eram vistos como animais, seres sem alma, sem coração, sentimento, sem capacidade intelectual (neste sentido na visão deles) tínhamos que ser reeducados, e assim na pratica nossos ancestrais foram, no reflexo seus descendentes passaram a ser automaticamente. Agora vejam, por 400 anos fomos submetidos a uma submissão profunda, onde neste longo período assistimos (sem analisar) o fortalecimento e crescimento econômico e político dos seus algozes, dos seus sequestradores e dos apoiadores destes algozes e sequestradores, a famosa frase falada hoje “o crime compensa” de fato é verdadeira, principalmente quando você olha a historia do Brasil, aqui o crime sempre foi um ponto de vista, sempre dependeu muito do ângulo do olhar de quem vê, longo a elite brasileira cresceu, se fortaleceu e se manteve no poder até hoje. Os anos se passou, os séculos viraram e hoje (exatamente agora) estamos falando do século XXI.

Ontem dia 30 de outubro de 2022, os/as brasileiras (os) foram exercer sua cidadania, de maneira democrática foram manifestar nas urnas eletrônicas e seu voto, desde 2018 a extrema direita esteve no poder máximo deste país, uma extrema excludente, perversa, truculenta, desumana e acima de tudo um espectro político doentio, onde se valoriza pessoas (neste caso policiais) e se parabeniza essas mesmas pessoas por matarem, outro ponto que comprova a desumanidade da extrema é que na geopolítica quando olhamos o mundo, o Brasil é o maior produtor e exportador de alimentos do Planeta, tem noção disso?

“O Brasil tem a responsabilidade de alimentar 800 milhões de habitantes no planeta, isso levando e consideração que ele tem 212 milhões de habitantes, isso dá ao Brasil a centralidade geopolítica importantíssima ao Brasil”

Mesmo com essa imensa responsabilidade, hoje temos no Brasil 33 milhões de pessoas passando fome, mais 100 mil pessoas vivendo insegurança alimentar, segundo Datafolha 24% da população afirma que não se alimentam de maneira suficiente. Se atente que não estamos falando Brasil antigo, ou de 30 anos atras não, estamos falando que 24% da população brasileira neste ano (2022) afirmam que não se alimentam suficiente. Estes dados estão no país que é o maior produtor e exportador do mundo, dá para entender isso?

Mas estes dados não acabam por aí, vai muito mais longe que isso, o iceberg de flagelo e bem mais profundo, o Brasil teve uma figura que desempenhou um papel importantíssimo para que hoje tivéssemos os flagelos que temos, essa figura e muito pouca falada, mais foi na segunda metade do século XIX e a primeira metade do século XX, vigoraram em várias partes do globo as teses eugenistas, isto é, teses que defendiam um padrão genético superior para a “raça” humana. Tais teses defendiam a ideia de que o homem branco europeu tinha o padrão da melhor saúde, da maior beleza e da maior competência civilizacional em comparação às demais “raças”, como a “amarela” (asiáticos), a “vermelha” (povos indígenas) e a negra (africana).  

Nesse período, alguns intelectuais brasileiros incorporaram essas teses e delas derivaram outra, por sua vez, “aplicável ao contexto do Continente Americano: a “tese do branqueamento.” A defesa do branqueamento, ou do “embranquecimento”, tinha como ponto de partida o fato de que, dada a realidade do processo de miscigenação na história brasileira, os descendentes de negros passariam a ficar progressivamente mais brancos a cada nova prole gerada.

O antropólogo e médico carioca João Baptista de Lacerda foi um dos principais expoentes da tese do embranquecimento entre os brasileiros, tendo participado, em 1911, do Congresso Universal das Raças, em Londres.

Esse congresso reuniu intelectuais do mundo todo para debater o tema do racialismo e da relação das raças com o progresso das civilizações (temas de interesse corrente à época). Baptista levou ao evento o artigo “Sur les métis au Brésil” (Sobre os mestiços do Brasil, em português), em que defendia o fator da miscigenação como algo positivo, no caso brasileiro, por conta da sobreposição dos traços da raça branca sobre as outras, a negra e a indígena.

Em um trecho do referido artigo, Baptista afirma: “A população mista do Brasil deverá ter pois, no intervalo de um século, um aspecto bem diferente do atual. As correntes de imigração europeia, aumentando a cada dia mais o elemento branco desta população, acabarão, depois de certo tempo, por sufocar os elementos nos quais poderia persistir ainda alguns traços do negro.” Percebe-se nitidamente nesse trecho o teor do anseio pelo branqueamento.

Mas Baptista teve muitas influências de outras correntes ideológicas e intelectuais, ele não chegou a essa tese, sozinho não de maneira alguma, vou te aqui te mostrar de onde ele se baseou para fundamentar a sua tese;

“Outros defensores do eugenismo eram variadas e iam desde o determinismo de Henry Thomas Buckle e o darwinismo social de Spencer às teorias de Gobineau. Todas essas correntes, em grande parte, serviram como argumento para justificar a fase do Neocolonialismo, que se incidiu sobre os continentes africano e asiático.”

Um fator curioso da apresentação de Baptista no Congresso Universal das Raças foi a exibição de uma cópia do quadro “A Redenção de Cam” (ver imagem no topo do texto), do pintor espanhol Modesto Brocos. Esse quadro foi concluído em 1895 e apresenta a imagem de uma família: à esquerda, uma senhora negra olhando para os céus em gesto de agradecimento e uma mulher mestiça segurando uma criança branca; à direita, um homem branco observando a esposa e o filho.

A imagem do quadro transmite categoricamente a tese que Baptista defendia: o embranquecimento através das gerações. Brocos propõe a diluição da cor negra na sucessão de descendentes e insere nessa sucessão a “redenção”, a “absolvição” de uma “raça amaldiçoada”, isto é, a descendência de Cam, filho de Nóe, que, no livro do Gênesis, é amaldiçoado pelo pai. A história de Cam, a despeito de seu simbolismo bíblico, foi interpretada à revelia pelo racialismo do século XIX, no qual Brocos estava envolto. O “escurecimento” dos descendentes de Cam teria desembocado na raça negra africana, que poderia ser redimida por meio da mistura com a raça branca europeia.

A tese do branqueamento ainda ganhou argumentos por parte de outros intelectuais de peso do Brasil, como Oliveira Vianna. As teses racialistas, de modo geral, só foram desacreditadas, de fato, após a Segunda Guerra Mundial, sobretudo por meio de congressos fomentados por organismos internacionais, como a ONU (Organização das Nações Unidas).

“O quadro de Brocos, ao apelar para a ideia de redenção, faz a mesma coisa. É sem dúvida uma tela racista e concordo plenamente com os autores que a definem como preconceituosa. Creio que entender como a pintura mobiliza suas ferramentas para reforçar esse tipo de argumento é importante, pois ajuda a ver como outras imagens podem fazer uso próprio das mesmas ferramentas, sinalizando caminhos de ruptura crítica frente ao racismo”.
– Tatiana Lotierzo

Mas como diz o título deste artigo – Sem emoção, e neste sentido de nós debruçar sobre a história e o momento da história contemporânea sem trazer para essa análise sentimentalismo, factoides ou ilusão não escrevo para agradar os emocionados, mas sim para tentar abrir os olhos do meu povo.

Chegamos rapidamente em 2022, o Brasil teve a sua mais importante eleição dês da redemocratização desta nação.

Em 2018, a vitória de Jair Messias Bolsonaro se deu usando vários subterfúgios, a grande bandeira foi serem “anticorrupção” o que vimos que ser anticorrupção no Brasil simplesmente e uma narrativa falsa, o Brasil e fruto do roubo, por outro lado a bandeira mais importante era “família” uma ótica conservadora, alimentada pelas igrejas (algumas) neopentecostais irracionais, de cunho altamente extremista e excludente, elas são as responsáveis por alimentarem por anos (desde a década de 80/90) as teses da extrema direita no Brasil. Neste momento (2018) o Brasil estava pronto para experimentar o desmonte, e o projeto desumano extremista, esta preparação teve inicio em 2013, por vários movimentos, o reflexo foi a vitória em 2018. Por quatro (4) longos anos os dias não foram os mesmos, medo, pavor, desespero, fome, eram diariamente exercidos. O crime de racismo aumentou assustadoramente, a extrema direita não tinha pudor ou medo de expressar o seu ódio pela população preta, ao mesmo tempo iniciaram um movimento de “liberdade de expressão” o que na pratica é poder praticar qualquer crime de expressão sem que isso fosse crime, o ponto máximo da desumanidade desta gente veio durante a pandemia, primeiro a negação da letalidade do vírus, depois o atraso na compra da vacina, mas como estamos falando de extremistas (desumanos) começaram a defender tratamento ineficiente, medicação ineficaz (em suma e na pratica) o que eles queriam mesmo era “mortalidade em massa” até porque no Brasil a covid-19 passou a ser uma ferramenta importante, ela fazia de maneira legal a “limpeza social” que estado (mas não apenas o estado, e sim toda a classe dominante e elitista) deseja fazer, e a extrema direita (popularmente falando) matou no peito a implementação deste genocídio.  Os ataques ferozes do projeto desumano da extrema direita foi gigantesco, em todos os níveis os povos originários foram atacados em todas as esferas dos seus direitos, inclusive no proprio direito de sua existência, os povos tradicionais de matriz africana que vem desde 1990 sofrendo terrorismo religioso, toda sorte de perseguição (tudo piorou) e piorou muito, o governo de extrema direita colocou na centralidade do poder político exatamente os extremistas religiosos neopentecostais como, Silas Malafaia, RR Soares, Edir Macedo, Marcelo Crivella e Valdomiro Santiago (junto com essas lideranças) outras figuras extremistas vieram ao cenário, objetivo era claro;

EXTINGUIR TODO OS POVOS, CULTURAS E ETNIAS QUE NÃO TIVESSE A MESMA VISÃO DE MUNDO QUE O CRISTINISMO (NEOPENTESCOSTAL)

O slogan já dava sinais de que isso seria o foco desta gente.

“Brasil acima de todos, Deus acima de tudo”

Pronto, a partir de 2018 estava estalado no Brasil a política ideológica extremista, com um cunho interessante essa política tinha seus “políticos de estimação” que deveria (por eles) a qualquer custo ser protegidos, passaram também a ser “endeusados” e colocados em pedestal, exemplo; o proprio atual presidente da república Bolsonaro (que coloca) sigilo de 100 anos em várias informações que deveriam ser públicas, aqui fica a pergunta:

Se não existe nada de errado, porque ninguém pode saber estas informações por 100 anos?

Mas em 2022 todas as mazelas estavam expostas, não houve alternativa e a revanche era inevitável.

Volta ao cenário nacional o PT (unindo todos os partidos políticos de espectro) de esquerda, importante salientar e se observar que apesar de estarmos aqui falando de espectro político de direita, esquerda, centro e extrema direita as eleições no Brasil ultrapassavam estes espectros, era uma eleição (única) pois era trava de vidas, e de pensamentos ideológicos sobre visão de mundo. Os nervos de ambas torcidas organizadas estavam a flor da pele, de lado tinha o bordão da “esperança” do outo o slogan de (2018) “Deus, pátria e família” durante os debates no primeiro turno emerge dos esgotos ideológicos o “padre de festa junina” uma estratégia nítida de assessoramento da extrema direita para “desestabilizar” a esquerda e de dominar/e pautar a bandeira (ideológica) que beneficiava eles; a pauta de costumes (uma mega cortina de fumaça) que por um período funcionou. Tanto que Bolsonaro passa para o segundo turno obteve 43,20% dos votos válidos no pleito. Em números absolutos, o valor significa que o atual presidente obteve o voto de 51.072.345 de eleitores.

Lembrando que, em 2018 Bolsonaro foi eleito com 46,03% (o que significa em votos absolutos) 57.797.847 milhões de votos validos, quando pegamos a calculadora podemos ver que a diferença entre a eleição do 2018 e o primeiro turno de 2022 e de 6.725.502, mas repare um ponto, no segundo turno ele teve 49,1% o que significa total de 58.206.354 votos absolutos (validos). Estes números representa um risco, na verdade um profundo risco quando olhamos a longo prazo e especificamente para 2026.

A vitória nas eleições de 2022, reafirma a frase tão falada durante a dor de vivenciar estes longos 4 anos:

“O amor venceu o ódio”

Como se a política fosse uma cena de filme de hollywwod, o que não é verdade (alias) esta longe ser, tão longe que extrema direita já na sua derrota nas urnas no dia 30 de outubro (2022) mesmo, mais uma vez demonstra rapidamente uma enorme capitalidade e musculatura política, além de um gigante capacidade de mobilização; o perdedor nas urnas eletrônicas (Bolsonaro) desde a sua perda, até hoje dia 01 de novembro de 2022 esta em sepulcro silencio, mas não se engane, o silencio dele representa o “golpe” silencioso, este silencio autoriza e estimula seus eleitores extremistas a fechar rodovias colocando em risco o abastecimento de alimentos no território brasileiro.  

Mas quero aqui mudar seu olhar sobre essa ótica, essa mudança desejo que seja radical para que de outro ângulo você compreender exatamente do se trata aqui.

Ok, elegemos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) obviamente que era a melhor opção e não tínhamos outro caminho que não seja esse. Mas...



Apenas eleger ele basta?

Obviamente que quando você olha pelo retrovisor e vê o que o projeto desumano da extrema direita tem (e se tem) muito para comemorar, quando você olha o que os eleitores extremistas fizeram e falaram durante estes 4 longos anos, sim temos muito que comemorar. Mas...

Qual o limite desta comemoração?

Até quando ela vai?

Mesmo quando falamos do atual golpe silencioso dos extremistas fechando as rodovias, perceba que eles rapidamente se manifestam, se mobilizam e nós ainda estamos comemorando?

Então permita-me fazer algumas pontuações que jugo necessário ser feito.

Durante a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva você leu a carta aos evangélicos? Não, então por favor leia.

Veja a carta na íntegra:

Carta compromisso com os evangélicos

Meus Amigos e Minhas Amigas, nesta reta final do segundo turno, decidi escrever esta Carta Pública ao Povo Evangélico.

A grande maioria dos brasileiros e brasileiras que viveram os oito anos em que fui Presidente da República, sabe que mantive o mais absoluto respeito pelas liberdades coletivas e individuais, particularmente pela Liberdade Religiosa.

Como todos devem se lembrar, no período de meu governo, tivemos a honra de assinar leis e decretos que reforçaram a plena liberdade religiosa. Destaco a Reforma do Código Civil assegurando a Liberdade Religiosa no Brasil, o Decreto que criou o dia dedicado à Marcha para Jesus e ainda o Dia Nacional dos Evangélicos.

Mantenho o mesmo respeito e o mesmo compromisso que me motivou a apoiar essas conquistas do povo evangélico.

E o nosso Povo sabe também que cuidei, com especial carinho, dos mais pobres e injustiçados e assim, sob as Bênçãos de Deus, meu governo contribuiu para melhorar a vida de milhões de famílias brasileiras. Sempre penso, neste sentido, no trecho bíblico que diz: “a verdadeira religião é cuidar dos órfãos e das viúvas em suas dificuldades…” (Tiago, 1,27)

Vivemos, entretanto, um período em que mentiras passaram a ser usadas intensamente com o objetivo de provocar medo nas pessoas de boa-fé, e afastá-las do apoio a uma Candidatura que justamente mais as defende. Por isso senti a necessidade de reafirmar meu compromisso com a liberdade de
culto e de religião em nosso País.

Todos sabem que nunca houve qualquer risco ao funcionamento das Igrejas enquanto fui Presidente. Pelo contrário! Com a prosperidade que ajudamos a construir, foi no nosso Governo que as Igrejas mais cresceram, principalmente as Evangélicas, sem qualquer impedimento e até tiveram condições de enviar missionários para outros países.

Não há por que acreditar que agora seria diferente. Posso lhes assegurar, portanto, que meu Governo não adotará quaisquer atitudes que firam a liberdade de Culto e de Pregação ou criem obstáculos ao livre funcionamento dos Templos.

Envio-lhes esta mensagem, portanto, em respeito à Verdade e ao apreço que tenho a esse Povo crente no Verdadeiro Deus da Misericórdia e a seus dedicados pastores e pastoras.

Se Deus e o povo brasileiro permitirem que eu seja eleito, além de manter esses direitos, vou estimular sempre mais a parceria com as Igrejas no cuidado com a vida das pessoas e das famílias brasileiras.

Sei muito bem que em todas as regiões do Brasil há Igrejas com Irmãos e Irmãs que trabalham ativamente nas suas comunidades com a propagação do Evangelho e com o cuidado do povo, dedicando-se a tornar mais leve os fardos espiritual e social de milhões de pessoas.

Declaro meu respeito e minha admiração pela fé, dedicação e amor com que os evangélicos realizam sua missão, seja na área da difusão do evangelho, seja na área da assistência social, proteção da infância, da juventude, das mulheres, dos idosos e das pessoas com deficiência. Da mesma forma é bem-vinda a
participação de evangélicos nas diversas formas de participação social no Governo, como Conselhos Setoriais e Conferências Públicas.

Em meio a este triste escândalo do uso da Fé para fins eleitorais, assumo com vocês este compromisso: meu Governo jamais vai usar símbolos de sua Fé para fins político-partidários, respeitando as leis e as tradições que separam o Estado da Igreja, para que não haja interferência política na prática da Fé.

Esse é um ensinamento que a própria Bíblia nos dá: andar pelo caminho da Paz com todos. Jesus nos mostra que a casa dividida não prospera. A religião é para ser respeitada e vivida de acordo com a livre escolha de cada pessoa.

Portanto, a tentativa de uso político da fé para dividir os brasileiros não ajuda ninguém, nem ao Estado, nem às igrejas, porque afasta as Pessoas da mensagem do Evangelho. Jesus Cristo nos ensinou Liberdade e paz, respeito e união, disso precisamos. E os cristãos evangélicos têm dado mostras, ao longo da História, de seu compromisso com a paz, seguindo o que Jesus ensinou: “Daí a César o que é de César, daí a Deus o que é de Deus” (Mateus, 22,21).

Outro compromisso que assumo: fortalecer as famílias para que os nossos jovens sejam mantidos longe das drogas. Nós queremos nossa Juventude na escola, na iniciação profissional, realizando atividades esportivas e culturais para que tenham mais oportunidades e exerçam cidadania de forma produtiva, saudável e plena.

O respeito à família sempre foi um valor central na minha vida, que se reflete no profundo amor que dedico à minha esposa, aos meus filhos e netos. Por isso compreendo o lugar central que a família ocupa na fé cristã.

Também entendo que o lar e a orientação dos pais são fundamentais na educação de seus filhos, cabendo à escola apoiá-los dialogando e respeitando os valores das famílias, em a interferência do Estado.

A preocupação com as Famílias Brasileiras deve ser integral. O povo brasileiro está numa condição de desespero, e precisaremos muito da ajuda das Igrejas para o quanto antes, reverter esta situação. De nada adianta se dizer defensor da Família e ao mesmo tempo destruí-las pela miséria, pelo desemprego, pelo corte das políticas sociais e de moradia popular.

Queremos dar às famílias, prosperidade e segurança. O Lar é a garantia de proteção. É inaceitável que
milhões de brasileiros e brasileiras não tenham um teto. Por isso, vamos retomar o vitorioso programa Minha Casa Minha Vida, com toda intensidade, para que todas as Famílias brasileiras tenham uma casa onde possam viver com segurança e dignidade.

Nosso governo implementará políticas públicas consistentes para que nenhuma família brasileira enfrente o flagelo da fome. Sobretudo, não pouparei esforços para que possam adquirir os necessários e suficientes meios, para viver dignamente por seu trabalho, sem ter que depender da ajuda do Estado.

Nosso Projeto de Governo tem compromisso com a Vida plena em todas as suas fases. Para mim a vida é sagrada, obra das mãos do Criador e meu compromisso sempre foi e será com sua proteção.
Sou pessoalmente contra o aborto e lembro a todos e todas que este não é um tema a ser decidido pelo Presidente da República e sim pelo Congresso Nacional.

Meus Queridos e Minhas Queridas, peço que recebam essas palavras como uma demonstração de meu desejo sincero de servir, de ajudar e trabalhar pelo bem de nosso país. E estejam certos de minha estima e meu compromisso com todo o povo cristão de nosso país. Reitero meu compromisso, que é o mesmo de vocês: paz, união e fraternidade entre todos os brasileiros e brasileiras.

Com as bênçãos de Deus, haveremos de honrar nossa dupla condição, de cidadãos e cristãos, pois não há contradição entre elas quando o propósito é servir, buscando a paz e o entendimento. E digo tudo isso com muito amor pelo nosso querido Brasil e pelo Povo Brasileiro: “Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes Amor uns pelos outros!” (João,13,35).

JUNTOS PELO BRASIL!
Luiz Inácio Lula da Silva

São Paulo, 19 de outubro de 2022.



Agora que você leu, quero afirmar que sou totalmente e unicamente responsável por tudo que escrevo, minha escrita representa unicamente a minha linha pessoal de pensamento e opinião. Dito isso, quero lembrar que a extrema direita no Brasil colocou como centralidade a “pauta dos costumes” não feliz com isso, colocaram no olho do furacão a “política religiosa” alimentada exatamente pelos líderes já mencionado aqui da extrema neopentecostal, isso estava sangrando o político/até então candidato de oposição (naquele momento) que era o Lula, então admitindo isso, começo a ler percebo alguns pontos importantes; inicio lembrando que em 29 de fevereiro de 2012, Marcelo Crivella e anunciado como novo Ministro da Pesca – no governo Dilma Rousseff.

Anteriormente a isso também lembro que os povos tradicionais de matriz africana eram covardemente vítimas de ataques sistemáticos da Igreja Universal do Reino de Deus, que tinha/e tem uma ferramenta altamente poderosa que é Rede Record (concessão pública) e nunca, em momento algum (no meio de uma guerra santa) houve uma manifestação, ou interseção de defesa do PT ou dos presidentes Lula e Dilma contra a prática desdenhosa ou criminosa da Rede Record.

A bancada evangélica não foi fortalecida agora, assim como era não emerge em 2018, erra gravemente que assim pensa, ela foi fortalecida exatamente por que era trai em 2018, porque até então a bancada evangélica assim como estes líderes (já mencionados aqui) era aliado do PT, aliados de Lula e Dilma.

Outro ponto, vamos falar de leis;

Em 2003 foi sancionada a Lei 10639/03 que alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação que inclui no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da presença da temática "História e Cultura Afro-Brasileira e Africana".

A assinatura ocorre graças aos anos de lutas dos movimentos sociais, em especial do Movimento Negro, e sem dúvidas é uma conquista desses atores sociais. No parágrafo primeiro, o texto da lei cita que o conteúdo programático incluirá a luta dos negros no Brasil, a cultura negra e formação da sociedade nacional "resgatando a contribuição do povo negro nas áreas social, econômica e política pertinente à História do Brasil".

O aprofundamento do conteúdo estabelecido na lei é encontrado no texto das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana, de outubro de 2004. Por meio dele as instituições de ensino, gestores e professores podem se munir de orientações, princípios e fundamentos para o planejamento e execução do conteúdo afro-brasileiro e africano dentro de sala de aula.

A lei existe, uma lei federal foi sancionada, mas aplicação da lei existe?

Pergunta objetiva, que merece resposta objetiva sim ou não.

Por que essa lei que emerge da luta dos movimentos sociais em especial do movimento negro brasileiro não é aplicada na sua amplitude? Tem resposta para essa pergunta, tem sim.

Quando você sai desta política sentimentalista, e distância dos emocionados partidários e ideológicos, a resposta e clara, o PT assim como Lula e Dilma não queriam desgastar sua relação com a bancada evangélica, que foi/e é até hoje o maior (se não for o único) grande empecilho da aplicação desta lei, evidente que essa leitura e fruto do racismo religioso, mas também da intolerância religiosa aplicada desde sempre pelos extremistas neopentecostais.

Decreto de lei 6.040 de 7 de fevereiro de 2007, diz que;

Art. 1o Fica instituída a Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais - PNPCT, na forma do Anexo a este Decreto. 

                        Art. 2o  Compete à Comissão Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais - CNPCT, criada pelo Decreto de 13 de julho de 2006, coordenar a implementação da Política Nacional para o Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais.

                        Art. 3o Para os fins deste Decreto e do seu Anexo compreende-se por:

                        I - Povos e Comunidades Tradicionais: grupos culturalmente diferenciados e que se reconhecem como tais, que possuem formas próprias de organização social, que ocupam e usam territórios e recursos naturais como condição para sua reprodução cultural, social, religiosa, ancestral e econômica, utilizando conhecimentos, inovações e práticas gerados e transmitidos pela tradição;

                        II - Territórios Tradicionais: os espaços necessários a reprodução cultural, social e econômica dos povos e comunidades tradicionais, sejam eles utilizados de forma permanente ou temporária, observado, no que diz respeito aos povos indígenas e quilombolas, respectivamente, o que dispõem os arts. 231 da Constituição e 68 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias e demais regulamentações; e

                        III - Desenvolvimento Sustentável: o uso equilibrado dos recursos naturais, voltado para a melhoria da qualidade de vida da presente geração, garantindo as mesmas possibilidades para as gerações futuras. 

                        Art. 4o Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação. 

                        Brasília, 7 de fevereiro de 2007; 186o da Independência e 119o da República.

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Patrus Ananias
Marina Silva

Me pergunto, por que este decreto não se transformou em Lei?

Por que a Lei 12.280 de julho de 2010 (também assinada por Luiz Inácio Lula da Silva) não é uma lei punitiva?

A lei 12.280 institui o Estatuto de Igualdade Racial.

Por fim e tão importante quanto tudo que aqui falando, onde está escrito (cadê a carta) aos povos tradicionais de matriz africana?

Jura mesmo que ninguém percebeu ou fingem não perceber que os povos tradicionais de matriz africana não são mencionados em lugar algum, e quando temos leis (sancionadas) são leis de gaveta apenas?

A cultura preta, africana assim como os povos tradicionais de matriz africana simplesmente foram mais uma vez esquecidos, colocados de lado, a margem enquanto outras culturas, e povos são lembrados e fortalecidos, e tudo que estamos preocupados e em comemorar, então vos pergunto o que temos para comemorar mesmo?

Quero vos lembrar que a extrema direita (perdeu) uma eleição, mas ela não foi destruída e nem expulsa deste país racista, aliás se observar bem ela comanda 50% deste país, pois não se esqueçam que Tarcísio de Freitas (além de ser um candidato de Bolsonaro) ele não foi eleito por ele, mas o verdadeiro eleito ao Governo de São Paulo foi Bolsonaro, neste aspecto quando falamos de São Paulo estamos falando que Bolsonaro conseguiu comandar o coração financeiro desta nação. Logo...

Vamos comemorar até quando?

Até que dia mesmo?  

Sinto em informar, mas eu particularmente não tenho nada a comemorar nenhum representante meu foi eleito, a democracia ao meu ver não venceu (porque a democracia ainda está sendo construída) e construída a passos de tartaruga neste país (para mim só haverá democracia pela qual mereça que eu lute e defenda ela) quando eu ver uma mulher preta no ministério da economia, quando ver um homem preto como ministro da fazenda, para mim particularmente só terei motivos para comemorar cegamente quando eu ver na disputa eleitoral a presidência da republica uma mulher preta concorrendo com isonomia de oportunidade para se eleger.

Eu só poderei me alegrar verdadeiramente quando eu não mais estiver que dar apoio a um candidato porque ele afirma que vai combater a “fome” horas qual seria a obrigação de presidente da república?

Ficarei profundamente feliz quando meu povo for as urnas sem o tapa olho endeusando políticos, mas votar por um projeto de nação solido, eficaz e onde a centralidade não seja o “poder pelo poder, ou o poder pela vaidade ou o controle do poder”.

Término dizendo,

TEREI VERDADEIRAMENTE MOTIVOS LEGITIMOS PARA PERDER NOITES DE SONO, FICAR ROUCO TALVEZ DE TANTO GRITAR E CHORAR QUANDO O MEU POVO FOR EMANCIPADO, pois até lá tenho profunda preocupação com cegueira ideológica e partidária que ainda é visível e palpável no meio do povo preto e de povos tradicionais de matriz africana.

Deixo como dica, se afastem dos emocionados, se distanciem rapidamente dos que fazem e leem a política com literatura do Disney, esses não querem a emancipação assim como os integralistas estão felizes, não porque você e sua família terá a oportunidade de se alimentar, mas sim porque eles terão a oportunidade de ganhar dinheiro a custas do governo federal, ele e suas bolhas, lembre-se disso.

Término aqui, dizendo que:

“A emancipação te obriga a pôr os pés no chão, ela só se dá tento objetivo, determinação, foco e abdicação”

 A leitura das entrelinhas e fundamental para se fazer e compreender a política. 

Termino de escrever este artigo no dia 01 de novembro de 2022, às 17:10 minutos ouço o pronunciamento do genocida, facínora futuro ex-presidente Bolsonaro, em seu pronunciamento rápido, ele afirma a sua liderança (fica a dica), gostando eu, você ou não, podemos negar isso? 

Então novamente a pergunto pertinente, até quando vamos comemorar mesmo? 

Qual o desenho estratégico para iniciar agora mesmo com visão para 2024? 

Lembrando que para evitar a "volta dos que não foram" em 2026, temos que construir e superar positivamente 2024, e lembrando ainda que o Estado de São Paulo que por 28 anos foi o ninho tucano, hoje e ninho da extrema direita junto com Rio Grande do Sul e outros em.  


Att.

Ronaldo Arruda 

Historiador e Cientista Político 

Comentários

  1. Esta reflexão confirma,(o amor venceu o ódio), é uma falácia!A grande preocupação é que eles(extrema-direita) estão mais fortalecidos do que nunca.A família Bolsonaro, já pode pensar nas próximas eleições, se candidatar a cargos de governo.Onde vão ter o respaldo dos eleitores e toda uma rede fascista já articulada no país. Agora ficam livres,pra estas candidaturas, após a derrota de Bolsonaro nas urnas.O Brasil esta num retrocesso, longe de poder baixar a guarda.Enfim estamos lascados.

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  2. O artigo trouxe informações importantíssimas para nossa compreensão sobre muitos fatos históricos.Sendo que neste trecho: "Um fator curioso da apresentação de Baptista no Congresso Universal das Raças foi a exibição de uma cópia do quadro “A Redenção de Cam” (ver imagem no topo do texto), do pintor espanhol Modesto Brocos. Esse quadro foi concluído em 1895 e apresenta a imagem..."

    Não encontrei no artigo a citada ilustração, percebi se tratar de uma referência,mas ainda assim acredito ser interessante ter ela anexada ao artigo, só uma observação,que em nada atrapalhou o entendimento da reflexão propostas.

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