Quem defende a família?
Uma das maiores pautas da falsa "direita mais conservadora" é pauta dos costumes e defesa da família, segundo esse falso movimento e hoje base política no Brasil eles são os legítimos defensores do modelo de família tradicional (família tradicional é modelo que o cristianismo defende a séculos).
Pois bem, a pergunta então e simples, quem é contra a família?
Essa resposta a pesar de aparentar ser simples, quando você trás para o campo da ideologia, ela deixa automaticamente de ser simples e passa a ser bem complexa, até ai a democracia garante a legitimidade da complexidade, colocando todos os interessados na mesa para dialogar, claro que é ilusão acreditar que este dialogo será pacifico, porque de fato não será, cada parte vai defender o seu modelo, os ânimos vão se exaltar e provavelmente este papo vai demorar por dias, talvez até por anos e décadas, mas seja como for isso faz parte da democracia saudável.
Mas quando este papo tem na mesa extremistas religiosos, e políticos o cenário muda, e mudara radicalmente; em outro artigo postando aqui mesmo explanei sobre as características da extrema direita, ao mesmo tempo também mencionei sobre a peculiaridade da extrema direita no Brasil, quem além de extremistas por si (já esta em sua essência isso) ela trás a política religiosa fomentada pelas igrejas neopentecostais do qual aqui para não generalizar, vou colocar como:
Igreja Neopentecostal Extremista
Essas igrejas espalhadas no Brasil, inseridas em todos os cantos deste país e em especial nas periferias brasileiras, promovem em nome de "Deus" uma lavagem cerebral, usando o livro sagrado dos cristãos, e distorcendo ou manipulando a escritura, formam verdadeiros exércitos humanos e ferozes para defender o que eles chamam de direito cristão.
Mas ao longo das décadas, esse modo operante de agir destas igrejas deu muito certo, importante novamente afirmar que em especial estão inseridos no "olho da desigualdade social" exatamente nas periferias, favelas e vielas logo eles conseguem exercer com extrema tranquilidade a "TEORIA DA PROPERIDADE" e quando está teoria e feita no "olho da desigualdade social" os efeitos são sempre positivos as igrejas e obviamente aos pregadores.
Mas acalma-se, você sabe o que diz a teoria da prosperidade?
Não, então como aqui posso mergulhar nas reflexões, vamos juntos entender e conectar o entendimento para que você seja capaz de tirar suas próprias conclusões.
Origem da TP (teologia da prosperidade):
Teologia da prosperidade (também conhecida como Evangelho
da prosperidade) é uma doutrina religiosa cristã que
defende que a bênção financeira é o desejo de Deus para os cristãos e
que a fé, o discurso positivo e as doações para os ministérios cristãos
irão sempre aumentar a riqueza material do fiel. Baseada em interpretações
não-tradicionais da Bíblia, geralmente com ênfase no Livro de
Malaquias, a doutrina interpreta a Bíblia como um contrato entre Deus e os
humanos; se os humanos tiverem fé em Deus, Ele irá cumprir suas promessas de
segurança e prosperidade. Reconhecer tais promessas como verdadeiras é
percebido como um ato de fé, o que Deus irá honrar.
Seus defensores ensinam que a doutrina é um aspecto do
caminho à dominação cristã da sociedade, argumentando que a promessa divina de
dominação sobre as Tribos de Israel se aplica aos cristãos de hoje. A
doutrina enfatiza a importância do empoderamento pessoal, propondo
que é da vontade de Deus ver seu povo feliz. A expiação (reconciliação
com Deus) é interpretada de forma a incluir o alívio das doenças e da pobreza,
que são vistas como maldições a serem quebradas pela fé. Acredita-se atingir
isso através da visualização e da confissão positiva, o que é geralmente
professado em termos contratuais e mecânicos.
Foi durante os avivamentos de cura (healing
revivals) dos anos 1950 que a teologia da prosperidade ganhou proeminência nos
Estados Unidos, apesar de especialistas terem ligado suas origens ao Movimento
Novo Pensamento. Os ensinamentos da teologia da prosperidade mais tarde
ganharam proeminência no Movimento Palavra de Fé e no Telê
evangelismo dos anos 1980. Nos anos 1990 e 2000, foi adotada por líderes
influentes do Movimento Carismático e promovida por missionários cristãos
em todo o mundo, levando à construção de mega igrejas. Líderes
proeminentes no desenvolvimento da teologia da prosperidade incluem E. W.
Kenyon, Oral Roberts, T. L. Osborn e Kenneth Hagin.
As igrejas nas quais o evangelho da prosperidade é ensinado
são geralmente não-denominacionais e usualmente dirigidas por um único pastor
ou líder, apesar de que algumas desenvolveram redes que se assemelham a denominações.
Algumas igrejas dedicam um longo tempo aos ensinamentos sobre o dízimo, o
discurso positivo e a fé. Igrejas da prosperidade geralmente ensinam sobre
responsabilidade financeira, apesar de que alguns jornalistas e acadêmicos têm
criticado seus conselhos nessa área como enganosos. A teologia da prosperidade
tem sido criticada por líderes dos movimentos pentecostal e
carismático, assim como de outras denominações cristãs. Eles argumentam que ela
é irresponsável, promove a idolatria e é contrária às escrituras.
Alguns críticos argumentam que a teologia da prosperidade cultua organizações
autoritárias, onde os líderes controlam as vidas dos membros. A doutrina tem
seu sucesso atribuído, na Coreia do Sul, às semelhanças com a cultura
xamanista tradicional. No Ocidente, a teologia da prosperidade tem atraído seguidores
das classes média e baixa e tem seu sucesso ligado às semelhanças com o
fenômeno do culto à carga, à religiosidade tradicional africana e
à teologia da libertação das igrejas afro-americanas.
A teologia da
prosperidade ensina que os cristãos têm direito ao bem-estar e, – pelo fato das realidades físicas e
espirituais serem vistas como uma única realidade inseparável –, isso é
interpretado como saúde física e prosperidade econômica. Os pregadores da doutrina focam no
empoderamento pessoal, promovendo
uma visão positiva do espírito e do corpo.
Eles defendem que
os cristãos receberam poderes durante a criação do Universo porque
eles foram feitos à imagem de Deus e ensinam que a confissão positiva
permite aos cristãos exercer domínio sobre suas almas e objetos
materiais ao seu redor. Os líderes do movimento veem a expiação como fonte de
alívio de doenças, pobreza e corrupção espiritual; a pobreza e as doenças
seriam maldições que podem ser quebradas através da fé e das ações retas. Há,
no entanto, algumas igrejas seguidoras da doutrina que buscam um paradigma mais
moderado ou reformado da prosperidade. Kirbyjon Caldwell, pastor de uma mega
igreja metodista, defende uma "teologia da vida abundante",
professando a prosperidade para o ser humano como um todo, o que ele vê como um
caminho para o combate à pobreza.
A riqueza é
interpretada, na teologia da prosperidade, como uma bênção de Deus, obtida
através da lei espiritual da confissão positiva, da visualização e do dízimo. Este
processo é quase sempre professado em termos mecânicos; Kenneth Copeland,
autor e televangelista estadunidense, argumenta que a prosperidade é governada
por leis, enquanto outros pregadores definem o processo de maneira
formulada. Os jornalistas da
revista Time David van Biema e Jeff Chu descreveram os ensinamentos
do pastor Creflo Dollar, do Movimento Palavra de Fé, sobre prosperidade como um
contrato inviolável entre Deus e a humanidade.
Os ensinamentos da
teologia da prosperidade sobre confissão positiva originam-se da visão de seus
proponentes sobre as escrituras. A Bíblia é vista como um contrato de fé entre
Deus e os crentes; Deus é entendido como fiel e justo, então os crentes devem
cumprir sua parte do contrato para receber as promessas de Deus. Isso leva à
crença na confissão positiva, doutrina segundo a qual os crentes podem
reivindicar o que quiserem de Deus, simplesmente falando. A teologia da
prosperidade ensina que a Bíblia promete a prosperidade aos fiéis, então a
confissão positiva significa que os crentes estão falando com fé o que Deus já
havia dito sobre eles. A confissão positiva é praticada para trazer o que já se
acreditava; a própria fé é uma confissão que, através da fala, se torna real.
O ensinamento é
geralmente baseado em interpretações não-tradicionais de versos da Bíblia, em
especial do Livro de Malaquias. Enquanto Malaquias tem sido celebrado
pelos cristãos por suas passagens sobre o Messias, pregadores da teologia
da prosperidade geralmente chamam a atenção para suas descrições sobre a
riqueza física. Versos
frequentemente citados incluem:
- Trazei o dízimo todo à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e provai-me nisto, diz Jeová dos exércitos, se não vos abrir eu as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção até que não haja mais lugar para a recolherdes (Malaquias 3:10)
- Mateus 25:14–30: Parábola dos Talentos.
- Eu vim para que eles tenham vida e a tenham em abundância. (João 10:10)
- Meu Deus suprirá todas as vossas necessidades conforme as suas riquezas na glória em Cristo Jesus. (Filipenses 4:19)
- Amado, peço a Deus que prosperes em tudo e tenhas saúde, assim como tua alma prospera. (III João 2:)
- Com toda a certeza vos asseguro que ninguém há que tenha deixado casa, irmãos, irmãs, mãe, pai, filhos ou bens, por causa de mim e do Evangelho, que não receba, já no presente, cem vezes mais, em casas, irmãos, irmãs, mães, filhos e propriedades, e com eles perseguições; mas no mundo futuro, a vida eterna (Marcos 10:30)
Televangelismo
Durante a década de
1960, professores do evangelho da prosperidade adotaram o televangelismo e
passaram a dominar a programação religiosa nos Estados Unidos. Oral Roberts
abriu o caminho, desenvolvendo um programa semanal em formato syndication que
se tornou o programa religioso mais assistido dos Estados Unidos. Até 1968, o
programa televisivo havia tomado o lugar das reuniões de tenda em seu
ministério.
O Reverendo Ike, um
pastor pentecostal da cidade de Nova Iorque, começou a pregar sobre a
prosperidade no final da década de 1960. Ele logo colocou no ar programas de
rádio e televisão e tornou-se conhecido por seu estilo chamativo. Sua
declaração de amor aos bens materiais e ensinamentos sobre a "ciência da
mente" levou muitos evangelistas a se distanciarem dele.
Na década de 1980,
a teologia da prosperidade ganhou a atenção do público nos Estados Unidos
através da influência de televangelistas proeminentes como Jim Bakker. A
influência de Bakker, no entanto, diminuiu após ele ser acusado de participação
num escândalo de grandes proporções Em seguida, a Trinity
Broadcasting Network (TBN) emergiu como força dominante no televangelismo
da prosperidade, trazendo Robert Tilton e Benny Hinn à proeminência.
No Brasil, o televangelismo começou a ganhar destaque em 1990, quando a Rede Record foi comprada por Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus. A emissora exibe programas religiosos durante a madrugada e em espaços destinados a aluguel de horários, e, em 1995, causou polêmica ao exibir um discurso do bispo Sérgio von Helde contra o feriado de Nossa Senhora Aparecida no qual ele chutou uma imagem da santa várias vezes. Outras igrejas, Mundial do Poder de Deus, têm a prática de alugar horários em emissoras comerciais que enfrentam crises econômicas. Há também, emissoras como Rede Gospel.
Apesar de que a
maioria dos evangelistas curadores das décadas de 1940 e 1950 ensinavam que a
fé poderia trazer recompensas financeiras, um novo ensinamento relacionado à
prosperidade se desenvolveu nos anos 1970, diferente daquele ensinado pelos
evangelistas pentecostais desde os anos 1950. O movimento da "confissão
positiva" ou da "palavra de fé" ensinava que um cristão com fé
pode tornar algo que fala em realidade, desde que seja consistente com a
vontade de Deus.
Kenneth Hagin é
creditado como tendo um papel-chave na expansão da teologia da prosperidade.
Ele fundou o RHEMA Bible Training Center em 1974 e, nos 20 anos seguintes, a
escola treinou mais de 10.000 estudantes de acordo com a teologia. Assim
como outras igrejas que seguem a teologia da prosperidade, não há um organismo
governante oficial para o movimento Palavra de Fé, e os ministérios mais
conhecidos divergem em algumas questões teológicas. Os ensinamentos de
Hagin foram descritos por Candy Gunther Brown, da Universidade de Indiana,
como a forma mais "ortodoxa" de ensinamento da prosperidade dentro do
movimento Palavra de Fé.
História recente no
Brasil
Edir Macedo, líder
da Igreja Universal do Reino de Deus.
O movimento Neopentecostal tem
sido caracterizado, em parte, pela ênfase na teologia da prosperidade, que
ganhou maior aceitação dentro do Movimento Carismático durante a
década de 1990. Atualmente, segundo dados do censo de 2010, a sexta
maior igreja cristã do Brasil é a Universal do Reino de Deus, que professa
a doutrina. Há também, entre as igrejas seguidoras da doutrina, a Renascer
em Cristo, além da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, cujo líder, Silas
Malafaia, passou de crítico a defensor da teologia.
Autores como Joel
Osteen e Bruce Wilkinson têm sido creditados com o sucesso da teologia da
prosperidade fora dos movimentos carismático e pentecostal; seus livros já
venderam milhões de cópias em todo o mundo. Já no Brasil, o líder da Igreja
Universal do Reino de Deus, Edir Macedo, é considerado o principal nome da
doutrina, devido aos seus livros e ao tamanho e a visibilidade de suas obras. Macedo
já vendeu mais de 10 milhões de livros e é dono da Rede Record, uma das
três maiores emissoras de televisão do Brasil, do jornal gratuito Folha Universal,
cuja circulação chega a 2,5 milhões de exemplares e do canal de notícias Record
News.
Pois então, você não acha estranho alguém defenda a família com veemência defender um pedófilo?
Observação: não estou pré-julgado e nem chamando "o candidato de pedófilo"
"Pintou um Clima"
Lembramos que ele se refere a menores de idade, meninas de 14 e 15 anos de idade.
Então qual ou em que sentindo pintou um clima?
Somente para você compreender vamos contextualizar juridicamente o que é pedofilia.
Outro ponto central desta reflexão é o seguinte, se o candidato a reeleição e a base dele no congresso nacional e contra pedofilia, se são de fato os defensores da família, então explicar a base do governo ter essa atitude;
"Base de Bolsonaro barra pedido de urgência para projeto que torna pedofilia crime hediondo"
De autoria de deputados da própria base do governo e já aprovado nas comissões, PL 1776/2015 oficio barrado nesta quarta-feira dia 19/10/2022.
O PL, partido de Bolsonaro, deu apenas cinco votos a favor da proposta entre seus 76 deputados. No PP, foram apenas dois votos e no Republicanos, nenhum. O próprio Paulo Freire Costa, um dos autores do texto, votou contra a inversão de pauta.

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