A Raça que manda!
Para dedilhar este artigo, vamos transformar atmosfera mais agradável,
ao som de Tim Maia, enquanto isso pega a cadeira, relaxa porque junto comigo
você vai mergulhar nas entranhas de uma realidade negada, mas que na prática
ela age muito bem. E novamente quero reforçar aqui o que já tenho falado desde
2018, mas venho reforçando ao longo dos anos, e nos últimos artigos me debrucei
a fazer as devidas conexões para que você se compreender melhor.
Então vamos reforçar mais uma vez,
NÃO ESTAMOS FALANDO DE DIREITA, OU DE ESQUERDA, NÃO SE TRATA
DISSO.
O que de fato estamos falando e que hoje no Brasil estamos
assistindo, e lutando contra um projeto de poder e dominação da EXTREMA DIREITA.
Logo as duas cortinas de fumaça são ambas falaciosas,
mentirosas são verdadeiras FAKE NEWS:
“Não existe, conservadores mais a direita (como falam) e não existe base ou bancada bolsonarista como a mídia fala, e a esquerda reproduz.”
O que de fato e verdade existe neste momento no Brasil é uma
EXTREMA DIREITA, UMA BASE/ONDA E UM MOVIMENTO EXTREMISTA DA EXTREMA DIREIRA.
As provas disso já dei em nos últimos artigos publicado aqui
no blog, que você pode voltar a ler para compreender.
Falado isso, podemos aqui iniciar, mas para tanto vou fazer
aqui déjà-vu deste personagem.
- Roberto Jefferson, ex-deputado federal.
Nascido em Petrópolis, no Rio de
Janeiro, em junho de 1953, Jefferson começou a carreira como apresentador de
televisão. Ele se filiou ao MDB em 1971, quando começou sua carreira política,
e ficou no partido até 1980, quando passou pelo PP e, logo depois, se filiou ao
PTB, partido que presidiu entre 2003 e 2005.
Em 1982, Roberto Jefferson venceu
as eleições para deputado federal, e conseguiu ser reeleito para cinco mandatos
consecutivos, até ser cassado pela Câmara dos Deputados em 2005, pelo
envolvimento no Mensalão.
Em 2008, em audiência na Justiça,
Jefferson confessou ter recebido R$ 4 milhões do esquema. O ex-deputado foi
condenado por participação no Mensalão em novembro de 2012, a 7 anos e 14 dias
de prisão pela venda de votos, no entanto, três anos depois ele ganhou a
liberdade condicional.
Poderia aqui relatar um pouco sobre
a vida pessoal de Roberto Jefferson, mas não irei, pós quero focar unicamente
nele enquanto político (isso vai ajudar você a compreender onde quero chegar
mais facilmente).
“Tropa de choque” de Collor
Após revelações de que o presidente Fernando Collor estaria envolvido em
um esquema de tráfico de influência com seu ex-tesoureiro de campanha
presidencial, Paulo César Farias (conhecido como PC Farias), o presidente foi
alvo de uma CPI que visou apurar sua responsabilidade no esquema de corrupção
dentro do governo.
“Roberto Jefferson posicionou-se como um dos poucos parlamentares que
sustentou a defesa ao presidente até sua renúncia.”
A argumentação principal da nomeada “tropa de choque” de Fernando Collor
era que nenhum presidente conseguiria governar sem apoio na Câmara, e que o
líder do Executivo sofria “perseguições” da imprensa e dos candidatos
derrotados em 1989. A forma de defesa enfática e midiática apelidou a
composição dos defensores de Collor e deu maior visibilidade a Jefferson.
Na sessão da Câmara de 29 de setembro de 1992, Jefferson foi um dos 38
parlamentares que se opuseram à abertura do processo de impeachment. Não foi o
suficiente para salvar a degradada imagem do “caçado de marajás”. Já afastado
após admissão do impeachment pela Câmara, Collor renunciaria à Presidência em
29 de dezembro do mesmo ano, horas antes de ser cassado no Senado.
Bem esse e Roberto Jefferson, ideologicamente alinhado com Bolsonaro
(hoje candidato a reeleição) pelo (PL), mas o fascínio em se tornar um “mártire”
da extrema direita, levou Roberto Jefferson a ser protagonista (lunático) de
mais episódio que deve ser lembrado pela história e pela história política
brasileira. Após sua postura desdenhosa, desrespeitosa, infame e criminosa contra
a ministra do supremo tribunal federal (STF) excelentíssima ministra Carmem
Lucia, o então ministro e presidente do supremo tribunal eleitoral (TSE)
revogou a prisão domiciliar do qual estava submetido, mas veio a surpresa os
agentes da Polícia Federal ao irem cumprir a lei, e pretenderem Roberto
Jefferson foram recebidos a bala de fuzil com a uma apimentada em sua loucura,
atirou uma granada contra os polícias.
As bandeiras defendidas por Roberto Jefferson, que inúmeras vezes esteve ao lado do candidato a reeleição Bolsonaro; Deus, pátria e família, é a favor da liberdade de expressão, um armamentista convicto.
_________________.
- Algumas perguntas cabem serem feitas aqui,
- Armar a população serve para atacar (atirar) contra trabalhadores?
- Ou os policiais não são considerados trabalhadores?
Feita essas duas perguntas, vamos ao um outro ângulo deste mesmo tema, mas este ângulo irei fazer o que de melhor eu sei fazer, que é racializar este dialogo.
Você acredita que somos todos seres humanos?
Você defende que somos todos iguais?
Se você acredita neste entendimento então ou você está vivendo na Disney ou se recusa a ver a realidade brasileira, pois aqui em terras tropicais essa logica humanista não tem vez, mas alguém se beneficia dela (estes beneficiados) não são as pessoas pretas (africanos e africanas da diáspora).
Vamos as provas desta logica:
Você já ouviu a frase que bandido bom e bandido morto? Pois bem, será mesmo que extrema direita acredita nisso, ou essa frase é celetista cabendo apenas aos criminosos de raça preta (ou negra como preferir), ficou em duvida né, eu sei, então vamos as manifestações do caso deprimente do qual o criminoso e Roberto Jefferson.
- Manifestação do deputado OTONI MOURA DE PAULO JUNIOR (PTB/RJ)
O pastor e deputado federal da extrema direita publicou um
vídeo em suas redes onde afirma ter conversado com a assessoria do presidente.
Otoni, um alpinista nas redes sociais passou de 7 mil votos para 120 mil votos, apenas criando polemicas e defendendo ferozmente o clã Bolsonaro.
Vice-líder do governo Bolsonaro na Câmara dos Deputados,
Otoni de Paula está afinadinho com o chefe. Tanto que o presidente tem gravado
vídeos para eventos com o neoemedebista, como o aniversário de Rio Bonito. Na
ocasião, Cláudio Castro também enviou sua mensagem — mencionando o deputado.
Otoni tem sido um dos maiores defensores do governador no Planalto.
- 2. Manifestação de Roberto Jefferson (durante, e ainda no cenário do crime)
Agora veja como foi feita a prisão de Roberto Jefferson:
Vamos ao ponto central, você morador das favelas, vielas e periferias do Brasil alguém ser preso com tanto gentileza?
Quantas vezes os bandidos tiveram esse tipo de integração com a policia?
Importante abril/2022
Na semana passada, Silveira
foi condenado pelo STF à perda do mandato, dos direitos políticos e a
oito anos e nove meses de prisão. O parlamentar foi julgado por estímulo a atos
antidemocráticos e ataques a ministros do Supremo e a instituições do Estado,
como o próprio STF. Um dia depois, um decreto do presidente Jair Bolsonaro
determinou o perdão da pena para o aliado.
Neste contexto, bandido bom e bandido morto mesmo?
Sim é sim, essa frase (famosa) faz parte da realidade brasileira, quando este bandido e amigo, aliado e pertence a mesma classe elitista e escravista ele não é morto, alias ele pode matar se assim desejar, mas morto por legitima defesa ele não será, pelo contrario ele se conduzido com alegria, gentileza e uma profunda harmonia. A extrema direita tem "nojo, e ódio" de pobres, pretos e pessoas em situação de vulnerabilidade social, para ele tudo se resumi em "mimimi" pois na verdade deixa de ser quando são eles que estão foco do problema.
A pobreza no Brasil não faz parte da ingenuidade, nem apenas da má administração humana de seus administradores, pelo contraria e uma estratégia muito bem elaborada porque visa e atinge em sua maioria pessoas pretas (negras), automaticamente quando a pobreza e avassaladora as chances destas pessoas adentrarem a criminalidade é muito maior.
Outro ponto importantíssimo que neste contexto vale a pena afirmar, analise você mesmo através dos programas sensacionalistas como Cidade Alerta e tantos outros, se a polícia chega nas favelas ou em bairros periféricos da mesma maneira que adentra os bairros da elite, faça você sua avaliação e tire você mesmo suas conclusões. Outro olhar sobre o mesmo tema, e afirmar que as periferias e favelas não são obra da ingenuidade (novamente afirmo), mas são parte da construção escravista e fruto do único pagamento histórico que a população africana e seus descentes tiveram após 400 anos de trabalho forçado, sequestro, e violento em todos os níveis da violência seja ela psicológica, física ou moral.
Os tentáculos do racismo estão e fazem parte do este contexto, a "raça que manda" não manda apenas no sistema político, social, econômico e político no Brasil, mas manda no estereótipo de quem é bandido morto, ou quem patriota no Brasil, manda prender os adversários e soltar os aliados, ela determinar a partir da cor da pele, da etnia ou crença que professa quem é bom e que é ruim, que merece oportunidades e que merecem migalhas, ele determina quem merece dignidade humana e quem merece a falta de dignidade, ao meio de tantas migalhas e não migalhas ela escolhe narrativas e valida as narrativas de acordo com que lhe é mais conveniente com sua vontade, veja abaixo como funciona a vontade e conveniência da extrema direita:
Pergunto, mas pergunto aos que pensam (pois somente aos que pensam) posso me dirigir e não faço aqui retaliação aos que pensam, seja você de esquerda, direita ou até extrema direita, mas se pensa então me dirijo a você:
Não existe nenhuma foto de Roberto Jefferson com Bolsonaro?
Roberto Jefferson não foi ou nunca foi aliado de Bolsonaro?
Mas quero terminar este artigo com este vídeo e na sequencia com algumas perguntas pertinentes.
É normal um ministro se envolver neste tipo de ocorrência?
O poder executivo manda prender alguém no Brasil?
Porque o tratamento do bandido (meu amigo) é diferente do bandido (não amigo)?
Finalizo aqui, e já deixando o próximo artigo no seu radar vamos falar sobre os casos de racismo envolvendo o musico Seu Jorge e o humorista Eddy Jr.
Att.
Ronaldo Arruda
Historiador e Cientista Político.



Agradeço por elucidar com tantas riquezas de detalhes o tema.
ResponderExcluirFazer acreditar que somos todos iguais,é uma estratégia perversa de doutrinação do cristianismo.Chave que anula a nossa capacidade de querer lutar pela nossa liberdade,fora do sistema.É condicionar o corpo preto,a uma situação que o inferioriza de forma anestesiada.Deixando ele inapto a questionar, sua degradante realidade em relação a todos os outros humanos.Mas ao tentar usufruir dos mesmos privilégios, que ele acredita também ter direito.O próprio sistema trata de mostrar por A+ B quem é quem neste jogo.E que nunca fomos iguais.